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É considerado pela crítica, um dos mais ativos e efetivos violeiros do cenário nacional no processo de popularização da tradição da música regional brasileira. Músico consciente está na vanguarda da preservação dos costumes populares. Afirmando-os através do contato junto às culturas de outros povos. Nascido entre folias e serestas em São João Del Rei, eleita Capital Brasileira da Cultura em 2007 (cujo jingle oficial é de sua autoria), solta a voz na TV, no rádio e nos importantes palcos do Brasil e do Mundo como: Canecão (RJ), Grande Teatro do Palácio das Artes (BH), Memorial da América Latina (SP), Itália, Canadá, Chile, Portugal anualmente, entre outros. Segundo o jornalista e antropólogo português João Matias (Diário do Alentejo | Beja), Chico Lobo é “um compositor e executante sublime. Tem uma presença de palco cativante, transportando para os espetáculos o ambiente de festa e celebração que caracteriza o contexto social caipira”. O artista mantém, desde 2003, coluna fixa na revista “Viola Caipira”. Idealizou e apresenta o programa "O Canto da Viola", pela Rádio Inconfidência que pode ser acompanhado em qualquer lugar do mundo pelo site www.inconfidencia.com.br (aos Domingos pela FM de 7h às 8h. E pela AM de 13h às 14h). Há mais de 8 anos idealizou ao lado de Pena Branca (da antiga dupla Pena Branca e Xavantinho), o espetáculo “Encontro de Raízes” que tem viajado por todo Brasil, para levar ao público dois violeiros, dois cantadores de diferentes gerações. Mas que bebem da mesma fonte: a cultura regional brasileira.
Com a viola na mão canta suas raízes, conectadas com a atualidade: folias, congados, catiras, modas, cateretês e tantos ritmos mais. Em 1985 foi “levantado” Guarda Coroa no congado de Dona Efigênia (bairro Renascença, BH). Depois passou a Guardião, na Ordem de Santo Antônio de Pádua (bairro Jaraguá, BH). Recebeu em 2004, em sua cidade natal, o título de Embaixador do Divino Espírito Santo.
Profissional inquieto, Chico Lobo, já lançou vários CDs e um DVD. Todos resultados de uma longa e fértil carreira artística. Seu CD de estréia, “No Braço Dessa Viola”, foi finalista ao Prêmio Sharp 97 – que despertou o interesse da imprensa e rendeu-lhe uma temporada de 47 dias pela Itália. Onde realizou diversos concertos, a projetos culturais, em Praças Públicas. Destaca-se ainda a sua participação no CD “Cantoria Brasileira” (que marcou a comemoração dos 25 anos da gravadora Kuarup), indicado ao Grammy Latino. E o seu primeiro DVD “Viola Popular Brasileira” - pioneiro no gênero de espetáculo artístico de viola no Brasil -, onde uma das músicas do seu repertório, “Zôio Preto Matador”, foi inserida na novela Bicho do Mato.
Sempre atento em descobrir novos valores, o artista idealizou e apresenta desde 2003 o Programa de TV “Viola Brasil”, de grande audiência, que vai ao ar pela TV Horizonte (BH) e é retransmitido pelas TVs: Campos de Minas, Cultura de Sabará e Nazaré de Belém do Pará.
Suas músicas e toques de viola têm sido utilizados em diversos programas de TV como “Me Leva Brasil”, “Globo Rural” e novelas como “América” da Rede Globo e “Bicho-do-Mato” da Record. Chico Lobo é considerado por Tárik de Souza (Jornal do Brasil), um violeiro de estirpe, mestre das notas choradas. E, segundo o crítico Marco Frenetti (Revista Bravo), um compositor que cria obras que destroem qualquer preconceito musical. Em 2007 foi o Diretor Musical do Espetáculo Multicultural da EnRede (Rede Internacional de Municípios pela Cultura, intitulado “O Homem que À Terra Canta”, no IV e VI Encontro de Culturas de Serpa (Portugal); no 1º Encontro Internacional da Rede dos Municípios pela Cultura em São João Del Rei. E em 2008, nas cidades portuguesas de Vila Nova de São Bento (no dia do trabalhador) e em Almodóvar.Todos marcados pela reunião de artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde. Ainda em 2008, lançou no Brasil e em Portugal o Cd internacional "Encontro de Violas - Viola Campaniça e Viola Caipira" ao lado do violeiro português Pedro Mestre. O que é o 1º registro no mundo do encontro entre as violas "mãe e filha". Nele se demonstra como é possível a partilha entre os povos - sem uma cultura se sobrepor a outra. Esses encontros, interculturais, dão novos horizontes aos instrumentos tradicionais, emocionam antigos apreciadores e entusiasmam o público jovem. E contribuem, ainda mais, na sedimentação da carreira internacional do artista. Marcada por sua 3ª nova temporada no continente das terras portuguesas. E sua representação do Brasil, nas comemorações de 500 anos de Funchal, capital da Ilha da Madeira, no “I Encontro de instrumentistas da Macaronésia.”
Chico Lobo através desses intercâmbios tem sido peça fundamental na recuperação do elo histórico-cultural da viola brasileira com as violas de arame portuguesas - sejam do continente (a viola campaniça), sejam da Ilha da Madeira (a viola madeirense).
Desde o seu nascimento, há 05 anos, o violeiro integra o projeto itinerante “Causos e Violas das Gerais” do SESC MG. Projeto esse que já passou por mais de 100 cidades do interior de Minas Gerais levando a tradição dos causos e das violas. Para 2009, Chico Lobo prepara novo CD, que trará ao universo da viola caipira (algo inédito), grandes compositores nacionais, da atualidade, de outros gêneros musicais em parcerias com ele. Novidade que, sem dúvida, proporcionará expansão, ainda maior, a divulgação desse belo instrumento.
ESPETÁCULO
Chico Lobo em seu espetáculo “Viola Popular Brasileira”, apresenta uma síntese de mais de duas décadas de carreira, por onde desfilam: folias, catiras, lundus, reisados, modas de viola, cateretês entre outros ritmos. Além de prosa e causos que cativam, da infância à “melhor idade”. Um espetáculo envolvente que leva a participação do público. E ao sentimento de se ter orgulho de ser caipira, sem preconceitos. E com muita identidade cultural.
Sem dúvida, Chico Lobo é hoje um dos expoentes do Brasil. Mas, sobretudo é um amante por construir “pontes”, para que o público compreenda, se encante e apóie (de modo apaixonado, assim como ele), na preservação e divulgação do que há de mais autêntico junto aos “mestres dos grotões” - como gosta de se referir aos violeiros do interior do país –, “os principais inspiradores da nossa, maravilhosa, cultura regional brasileira”, afirma. E convoca:
“Como os mestres nos ensinaram, peço licença a vocês donos da casa... E os convido a unir nossas vozes em uma só cantoria certeira...” (Chico Lobo).
A CARREIRA
Violeiro, folclorista atuante, cantador, compositor, arranjador, produtor musical, diretor musical, colunista, apresentador de TV | Rádio e escritor (em breve, lança seu 1º livro), Chico Lobo é um dos poucos artistas que reúne reconhecido talento em tantas atividades. Em todas, se dedica a apoiar na difusão da viola caipira e de outros violeiros. Aos quais “apadrinha”, de modo particular, a novíssima geração. Mesmo a de “além mar”, como é o caso do jovem violeiro português, Pedro Mestre (24 anos). Convidado, por Chico Lobo, para participar do seu show apresentado - a convite da Câmara de Serpa -, no lançamento da “Rede Mundial Cidades pela Cultura” em (Junho/2006) Portugal. Já no Brasil (em novembro/2006), esse fato não só promoveu como inspirou o encontro da viola caipira brasileira com a viola campaniça portuguesa. E novamente o fez retornar àquele país de Além Mar em 2007 e, para duas temporadas, em 2008. Tudo isso, por acreditar na importância de garantir a perenidade do instrumento – que no caso do país irmão europeu estava à beira da extinção. “Ao contrário do Brasil” - comemora Chico Lobo que crê estarmos em nossa melhor fase (da viola) no país.
COMPOSITOR DE TRILHAS:
Chico Lobo é autor de trilhas para vídeos documentários – dentre eles, o premiado CERRADO O PAI DAS ÁGUAS (da Opará Vídeos) -, programas, novelas (“América” da Rede Globo e “Bicho do Mato” da Record), peças teatrais (a premiada: “Desditosa e Trágica História de Amor de Pepeu e Marieta”; do espetáculo DO SERTÂO ANDALUZIA – da Cia. Lorca de Danças Flamenca) e jingles. Bem como de 90% do repertório de seus CDs e shows. Além de ser o autor do Jingle selecionado, como Oficial da Capital Brasileira da Cultura de 2007, São João Del Rei.
PRODUTOR MUSICAL:
Na preocupação de incentivar e apresentar novos valores da viola Chico Lobo assinou a direção e produção musical dos seguintes CDs:
CD “Caboclos da Mata” de Paulo Mourão, lançado pela Kuarup;
CD “Identidade Caipira” de Lázaro Mariano;
CD “Viola Matutada” de Cláudio Araújo e Dimas Souza.
Além da consultoria de trabalhos como o 1ºCD de Rodrigo Delage, “Viola Caipira”, vencedor do Prêmio Excelência da Viola Caipira.
O ARTISTA E SUA OBRA
1. CD No Braço Dessa Viola - 1996 (participações especiais: Aldo Lobo; Grupo Congá; Lú e Celinha; Pereira da Viola. Indicado como Finalista ao Prêmio Sharp como Revelação da Música Regional Brasileira);
2. CD Nosso Coração Caipira - 1998 (parceria com ator Jackson Antunes);
3. CD Reinado - 2000 (participações especiais: Renato Borghetti, Pena Branca, Castanha e Caju, Jackson Antunes, o alaudista Nívio Motta, e novos violeiros);
4. CD Chico Lobo e Convidados - Palmeira Seca - 2001 (trilha da Minissérie Palmeira Seca da Rede Minas sobre a obra de Jorge Fernando dos Santos);
5. CD Viola Caipira - Tradição, Causos e Crenças - 2002 (participações especiais: Mestre Sr. Nelson Jacó; Folia RGR; o grupo de Catira Pedro Pedrinho; novos violeiros: Cláudio Araújo e Rodrigo Delage e a Orquestra Mineira de Violas);
6. CD O Violeiro e a Cantora - 2002 (parceria com Déa Trancoso do Vale do Jequitinhonha);
7. CD Viola Popular Brasileira – 2005 (participações especiais: Aldo Lobo, Pena Branca e Xangai);
8. CD Vozes de Viola - 2006 (o Coral infantil Maximus e Promove Cantam Chico Lobo);
9. CD Encontro de Violas – 2007 (Violas Campaniça e Caipira | Pedro Mestre e Chico Lobo);
10. CD Manheceu - Fábio Sombra nas Violas de Chico Lobo – 2008 (Pré Selecionado ao Prêmio Tim);
11. DVD “Viola Popular Brasileira - 1º DVD de espetáculo de viola, no Brasil. Gravado ao vivo no Teatro Municipal de São João Del Rei. Com as participações especiais da: Folia de Reis de São Sebastião e Divino Espírito Santo. E do Congado da Guarda de Catopé, São Miguel Arcanjo e São Jorge Guerreiro; Xangai e Pena Branca.
Participações Especiais - nos CDs: “Cantoria Brasileira” (25 anos da Gravadora Kuarup, indicado ao Grammy Latino); “Paixão e Fé - Na Canção Brasileira”; “São Tomé das Músicas e das Letras”; “Pena Branca Canta Xavantinho”; “Xangai e Juraíldes da Cruz”, “Cantos de Natal de Gê Lara e Lemão”, entre diversos outros.
COLETÂNEAS
“Caipiríssimo” - junto a outros intérpretes como: Viola Quebrada, Pena Branca, Rolando Boldrin, Passoca, Renato Teixeira e Teca Calazans;
“Os Bambas da Viola” - junto aos intérpretes: Almir Sater, Helena Meirelles, Heraldo do Monte, Renato Andrade e Roberto Corrêa.
• Contato: Ângela Lopes - Produtora e gerente pessoal (há 16 anos):
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